sábado, 23 de fevereiro de 2008

Sonho Impossível...

Sonhar, mais um sonho impossível, lutar, quando é fácil ceder, vencer, o inimigo invencível, negar, quando a regra é vender, sofrer a tortura implacável, romper a incabível prisão, voar num limite improvável, tocar o inacessível chão, é minha lei, é minha questão, virar esse mundo, cravar esse chão, não me importa saber, se é terrível demais, quantas guerras terei que vencer, por um pouco de paz, e amanhã, se esse chão que eu beijei, for meu leito e perdão, vou saber que valeu delirar, e morrer de paixão, e assim, seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição, e o mundo vai ver uma flor, brotar do impossível chão.

C.

Ética e política 2:
a política concentrada na corrupção

A moral política na TV: a questão da corrupção

Se a discussão ética se reduz à questão sexual, a discussão política se reduz à corrupção. (É a sua maneira de subordinar-se a uma moralidade elementar, de senso comum, fraca). Raro é o assunto político a ser debatido em público fora dessa agenda. Aliás, embora haja vários programas de televisão em que diversas tendências políticas se expressam, uma cultura do debate político é relativamente rara entre nós, uma vez que ainda não se entende bem que seja normal haver divergências. Estas geralmente são expostas como desvios, não como alternativas legítimas. Daí, talvez, o peso da corrupção como tema, que permite um recorte claríssimo entre o certo e o errado. Curiosamente, daí também procede que seja um tema de facílima manipulação: basta lembrar que o candidato a presidente que mais insistiu no combate à corrupção, desde que voltou a haver eleições livres, acabou justamente condenado à perda do cargo, pelo Senado Federal, acusado desse crime.

O problema aqui é que se criminaliza – ao menos potencialmente – a divergência, ao ser ela concebida como desvio com o qual somente se lida mediante a punição. O resultado é que não se consolida uma cultura política – democrática por excelência – do debate e da divergência, mas idealmente se postula, quase sempre, um consenso, estranhando-se enormemente a discordância. O comum é efetuar uma caricatura da posição oposta. Daí também que, nos ataques aos defensores dos direitos humanos, esses mal tenham a oportunidade de comparecer ou de falar. No caso das políticas públicas, entre as quais avulta a privatização, isso implica que as emissoras, comprometidas com a sua defesa, mal dêem espaço a quem se opõe a ela – e, pior que isso, até mesmo neguem a racionalidade dos críticos da privatização.

Campanhas contra a corrupção

Exemplos dessas grandes causas, apresentadas como consensos, foram três campanhas: contra o presidente Fernando Collor, na reta final de seu governo, em 1992; contra a Igreja Universal – essa segunda campanha, praticamente só conduzida pela Globo – em meados da década de 90; e, em 2000, contra o então prefeito Pitta, de São Paulo.

Há uma nobreza, nas grandes causas; elas se impõem a todos, como deveres; não comportam muita discussão, a não ser a denúncia e as providências que se seguem. Contudo, embora possam constituir uma faxina necessária, não ajudam, por si, a democratização da sociedade – e justamente porque a seu respeito cabe pouca controvérsia. Elas convertem a política em atividade judicial e mesmo policial. Submetem a escolha, que é a grande questão política, a critérios prévios de certo e errado. Assim, dispensam o cidadão de analisar alternativas igualmente legítimas. E desse ponto de vista a própria emepeização da política, a que aludíamos, não é positiva – porque reduz a política a uma aplicação de medidas legais, esquecendo que a política está em certa medida acima ou antes da lei, já que no seu âmbito se escolhe qual lei deve reger-nos.

Como posso ser Feliz?

Ao longo do tempo, a humanidade vem se apresentando cheia de conflitos que começam, primeiramente, no "ser" de cada um. Os laços de relacionamentos que prendem os seres humanos é uma preocupação de muitos estudiosos. A amizade se tornou-se um ponto de inquietação neste novo milênio. São os atos de humanidade, beneficiência e gratidão que formalizam os devers ésticos dos amigos. A.D

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Um Cidadão Brasileiro Igual a Você.

PARTE I

Um Cidadão Brasileiro igual a você. Igual aos políticos, empresários, mendigos, miseráveis, letrados e analfabetos, trabalhadores e vagabundos. Ando a perguntar o motivo de tanta desigualdade neste mundo, neste Brasil de todos os brasileiros. Vivo a me indignar com tantas injustiças sociais, com tanta roubalheira dos cofres públicos, com tantas violações da minha cidadania e da sua também, com tantos saques naquilo que me faria igual a você.

PARTE II

Aproveito este canal, único onde posso exercer a minha liberdade de expressão, via de mão dupla, diferente dos canais de rádio e televisão e jornais oficiais, e oficializo minha palavra de honra e revolta contra todos aqueles que me violam no dia-a-dia, que, a cada instante corroem minha liberdade e a sua de viver humanamente, sem miséria econômica nas ruas, sem miséria humana nos poderes. Quero lavrar meu protesto contra todos os crimes contra o Cidadão Brasileiro, contra a humanidade... Crimes muitas vezes hipocritamente legais, mas ilícitos, que na sua legalidade destroem vidas, dizimam seres humanos, implantam a fome, alimentam a ignorância e matam a esperança.

PARTE III

Gente que usa e abusa do poder, gente que não reclama dos abusos do poder, gente que se acomoda diante de tantas cenas de corrupção, molecagem política, gente que pratica pequenos, mas, significativos delitos contra seu mais próximo vizinho, dentro de suas casas, nas ruas, no trânsito, até mesmo na padaria. Protesto contra gente que só quer se dar bem, mesmo com migalhas nas mãos, que, à mínima chance de poder, explora, pisa, esmigalha, rouba, mata, estupra, falsifica, a dignidade alheia. É gente sem pudor, sem bom caráter, sem consciência de espaço coletivo, que ignora violentamente os conceitos de público, social e privado. Que, ao ignorar, sabe que fere, e fere mais e mais a harmonia da sociedade.

PARTE IV

E, burro que é, também ignora que, ao ferir a harmonia da sociedade, priva-se, também, de viver numa sociedade em harmonia. Quero a Utopia, sim! Quero mais que uma vida segura, um bom emprego, uma boa moradia, lazer, escola e cultura só pra mim. Quero a Utopia de ver todo mundo nas escolas, milhares de escolas com suas salas decentes para receber estudantes de todas as idades; quero uma sociedade sem classes; quero que todos tenham, igualmente, casas arejadas, confortáveis e limpas para morar; que todos tenham renda igualitária; que todos tenham assistência à saúde; que todos vivam com segurança; que todos sejam cidadãos capazes de ver e expurgar o mal da corrupção que os impede de ter tudo isso.

PARTE V

Quero a Utopia da sociedade sadia, culta, educada, atenta e livre. Quero muito, mas muito mais que a mediocridade de um salário enganoso, de uma falsa sociedade controlada, de assistir a programas de televisão, à disputa eleitoral, falcatruas no futebol, assaltos, invasões, misérias e corrupção. Quero a Utopia de ser feliz junto com toda a sociedade. Sou um Cidadão Brasileiro igual a você, sim! Portanto, precisamos ser iguais, exercer nossa igualdade, independente de origem étnica, sexo, orientação sexual, idade e naturalidade.

Autor: Pedro Miléo.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Esperança de um Mundo Melhor

PARTE I


Até Quando? Até quando estaremos à mercê de canalhas gananciosos. Que nos roubam a vida dia após dia, os fragmentos de nossas esperanças de um mundo melhor, a confiança em nossas capacidades de nos revoltar, a beleza de nossos sonhos de plenitude moral, social, cidadã? Até quando confiaremos nossa cidadania aos crápulas da corrupção na política, nos serviços que pagamos para nos viabilizar metas e objetivos pessoais e sociais, nas mega-empresas gananciosas que nos enganam, nos órgãos públicos e privados que pagamos para nos prover?

PARTE II


Até quando ficaremos de braços cruzados, financiaremos, com nossa inércia, a crueldade da corrupção política, da pilantragem, calaremos às violações cotidianas, aos roubos de nossas vidas, fingiremos que a dor dos outros não é nossa também, fecharemos os olhos à hipocrisia, ao cinismo, à falta de escrúpulos e ética, daqueles que tentam nos calar, aceitaremos calados os sofismas imbecis que se tornaram comuns, engoliremos, goela abaixo, nossas tentativas de protestos contra todas as violações, violaremos a nós próprios na venda corrupta de nossos valores morais, seremos prisioneiros e cúmplices da canalhice econômica e política?
PARTE III


Até quando aceitaremos troco em balinha, balas nas ruas da violência, corrosão de nossas consciências, gente que fura a fila, desculpas de companhias aéreas, pano quente dos órgãos públicos, falta de justiça séria e honesta, ruas escuras, buracos nas ruas, na política, impostos abusivos, fraudes no INSS e noutros órgãos públicos, fraudes do cotidiano que nem mais percebemos? Até quando permitiremos dois pesos e duas medias para classes sociais distintas, distantes? Até quando teremos que morrer sem nos dar a chance de gritar contra todas as violações de nossa cidadania? Até quando gritaremos somente quando a bala nos atingir fisicamente? Até Quando?

Vazio...

Hoje sinto um VAZIO pela a sua expressão, pela a sua maneira de mudança de convivência, em toda forma uma questão de Tempo e Espaço tornando-me um Ser; em continuamente desejar sem ser satisfeito; na longa batalha que constitui a “nossa história” entre aspas, onde o meu esforço é contrariado por dificuldades que você impõe, e se a minha vitória for conquistada? O Tempo de todas as coisas, apenas a forma sob a qual eu desejo de viver você me revelou o Tempo à futilidade de seus esforços, e de sua maneira rude de me dá respostas e todas as coisas em nossas mãos tornam-se NADA, hoje perdem todo seu verdadeiro valor... O que foi não mais existe; existe exatamente tão pouco quanto aquilo que nunca foi. Eu fui um homem, para seu assombro, repentinamente torno-me consciente de sua decisão, isso não pode ser verdade, diz ao seu coração; e mesmo as mentes rudes, após ponderarem, devem sentir algum tipo de pressentimento de que o tempo é algo ideal em sua natureza. Essa idealidade do tempo, juntamente com a do espaço, é a chave para qualquer sentimento verdadeiro. E a cada noite nos empobrece, dia a dia. Provavelmente nos deixaria irritados ver este curto espaço de tempo esvaecendo, se não fôssemos secretamente conscientes, nas maiores profundezas de nosso ser... Mas você pelo menos serve para alguma coisa eu só não sei o que!?.